“Chick-lit” é um gênero literário que abrange a vida da mulher moderna, sendo voltado, principalmente, para o sexo feminino. São romances leves, com um toque de humor, que narram o quotidiano e entram fundo nas dúvidas e emoções das personagens, transmitindo, normalmente, a sensação de estar lendo o relato de uma amiga. As história nesses livros poderiam facilmente ser uma conversa entre garotas ou mulheres, na qual há compartilhamento de sonhos, segredos, confissões.
Oi gente!
Vamos conhecer hoje um pouco mais sobre um grande nome dos chick-lits?
Marian Keyes nasceu em Limerick, na Irlanda, em 1963 e sempre se perguntou como seria sua vida se ela tivesse nascido no tempo certo e fosse uma dinâmica leonina ao invés de uma perfeccionista virginiana.
Depois de se formar em Direito, mudou-se para Londres, onde arranjou um emprego como garçonete. Seu emprego seguinte foi em um escritório de contabilidade, mas ela jamais chegou a trabalhar com a profissão de seu diploma.
Com o passar dos anos, o problema de baixa auto-estima de Marian acabou por se transformar em alcoolismo e depressão, culminando com uma tentativa de suicídio aos 30 anos. Porém, nesse meio tempo, Marian também desenvolveu o hábito de escrever contos, tornando-se, aos poucos uma escritora.
Foi após a tentativa de suicídio que Keyes procurou uma reabilitação. Ela conseguiu superar seu vício, permanecer sóbria e, acima de tudo, conseguiu se sentir feliz a respeito de tudo.
Antes mesmo de sair da reabilitação, Marian decidiu enviar seu trabalho para editoras e, ao perceber que estava sendo levada à sério, escreveu uma carta afirmando ter escrito parte de um livro – o qual ela não havia escrito e não tinha a intenção de escrever; estava mais satisfeita escrevendo contos.
Para sua surpresa, a editora respondeu, solicitando que ela enviasse o que já havia escrito de seu livro. E, pela primeira vez, Marian não teve uma atitude auto-destrutiva: em uma semana, ela escreveu os primeiros quatro capítulos do que viria a ser o seu primeiro livro, publicado em 1995 – Watermelon; lançado no Brasil como Melancia, em 2003. Enviados os capítulos, Marian conseguiu um contrato de três livros com a editora.
Um ano depois do lançamento de Watermelon, Marian já podia largar seu emprego e ser uma escritora em tempo integral. Mais de 33 milhões de cópias de nove dos seus livros já foram vendidos por todo o mundo.
Apesar de terem histórias diferentes, todos os livros de Keyes têm algo em comum: são um misto de comédia e escuridão. Em todas as histórias, há uma personagem passando por um mal momento em sua vida e que, de alguma maneira, encontra sua redenção. Assim como já aconteceu com Marian.
A autora considera This Charming Man (“Cheio de Charme”, no Brasil) sua obra mais ambiciosa, tanto em termos de tamanho quanto de estrutura: é como se fossem três livros em um, segundo ela.
Obras publicadas:
Ficção
Não Ficção
Próximo lançamento:
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Setembro/2012 |
Adaptações para TV:
Dois de seus livros já foram adaptados para as telinhas.
Watermelon virou um filme em 2003, mas que não foi para o cinema. Não fazia ideia de que ele existia e fiquei muito curiosa para assistir! Infelizmente, procurando no google, achei poucos links para baixar, não sei sobre a qualidade deles (não pude baixar para testar, ainda), e tenho certeza que será praticamente impossível encontrar legendas. Mas tenho certeza de que será uma ótima oportunidade para treinar meu inglês, faço questão de assistir ao filme, já que amei o livro.
Vocês podem ver mais detalhes
aqui.
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Não poderia faltar uma foto desse lindo na série, né? |
Curiosidade:
Marian Keyes é ativa em diversos movimentos de caridade. Inclusive, já foi à Etiópia com uma organização internacional dedicada à redução do sofrimento e ao fim da pobreza.
E ai, o que acharam?
Além de uma grande escritora, Marian Keyes é, certamente, uma grande mulher.
Infelizmente, só pude ler, até hoje, três de suas obras: Melancia, Férias e Sushi, e recomendo todas!
Há quem não goste da escrita da autora e não veja nada demais nas histórias, mas acho incrível a capacidade de Keyes de misturar humor com temas sérios. Ela escreve sobre o quotiodiano de maneira deliciosa de ser lida, e uma história de superação é sempre bem vinda, não é mesmo?
Beijos a todos e até a próxima!
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