“Chick-lit” é um gênero literário que abrange a vida da mulher moderna, sendo voltado, principalmente, para o sexo feminino. São romances
leves, com um toque de
humor, que narram o quotidiano e entram fundo nas dúvidas e emoções das personagens, transmitindo, normalmente, a sensação de estar lendo o
relato de uma amiga. As história nesses livros poderiam facilmente ser uma conversa entre garotas ou mulheres, na qual há compartilhamento de sonhos, segredos, confissões.
Oi queridos!
Como em todo meu último post do mês, hoje é dia de prestar contas sobre
Desafio Fuxicando Sobre Chick-Lits!
Para abril, a proposta era ler um
chick-lit que tivesse sido adaptado para os cinemas e, sendo assim, optei por ler um dos clássicos do gênero que eu
#ShameOnMe ainda não havia lido:
O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding.
Aviso de antemão que eu já havia postado a resenha em meu blog e, aqui, fiz uma mescla de minha opinião sobre o livro e sobre o filme. Portanto, não achem que o
Livros e Fuxicos está fazendo plágio, hein? Eu fui a autora da resenha nos dois blogs, só a aproveitei para utilizá-la aqui também

“Livro que inspirou o filme estrelado por Renée Zellweger. O romance relata um ano na vida de Bridget Jones, uma mulher solteira, de trinta e poucos anos, que luta com todas as forças para emagrecer, encontrar um namorado, parar de beber e largar o cigarro. Uma história aparentemente comum, mas narrada em estilo impecável e extrema sensibilidade. Numa demonstração de acuidade, a autora tira do cotidiano de uma balzaquiana a matéria-prima para um livro memorável.“
Chick-Lit || 320 Páginas || Record|| Skoob || Compare & Compre || Classificação: 4/5 || Resenha de Aione Simões
Bridget Jones já passou dos trinta anos, não é casada e, através do seu diário, acompanhamos um ano de sua vida, no qual ela se esforça para perder peso, parar de fumar e encontrar um namorado.
Os pensamentos de Bridget são hilários e irônicos ao mesmo tempo em que assumem um tom sutilmente melancólico, próprio de sua personalidade e do seu desgosto com alguns momentos e situações de sua vida. Bridget é quem faz do livro cômico por conta da maneira com que narra para o leitor os acontecimentos pelos quais passa.
O Diário de Bridget Jones é uma releitura moderna de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e foi ótimo poder acompanhar a história notando as semelhanças entre elas, não apenas com relação aos sentimentos iniciais entre Bridget e Mark Darcy, cujo sobrenome torna impossível não pensar no Mr. Darcy original. Muitas situações importantes no enredo são claramente inspiradas no clássico de Austen, bem como as personalidades das próprias personagens. Elizabeth Bannet é uma personagem marcante por conta dos seus ideais, principalmente por se opor à ideia da mulher com a mera função de esposa, algo radical para a sociedade britânica da época. Bridget, por sua vez, constantemente se vê encarando circunstâncias nas quais é questionada por ainda não estar casada, sendo criticada por investir em sua carreira profissional enquanto corre o tempo de seu “relógio biológico”. Tal paralelo também acontece entre Mark e Mr. Darcy, ambos donos de uma aparente arrogância que escondem sua generosidade, e entre Daniel e Mr. Wickham, cujos carismas mascaram seus caracteres.
De um modo geral, O Diário de Bridget Jones não entrou para minha lista de chick-lits favoritos, contudo, isso não significa que a leitura não tenha sido proveitosa, divertida e agradável. Aos fãs do gênero, é leitura obrigatória por ser um dos seus pioneiros.
Com relação ao filme, há cenas exatamente iguais às descritas por Helen Fielding ao mesmo tempo em que também há outras exclusivas, fazendo com que o roteiro tomasse um rumo próprio. Ainda, alguns dos momentos do livro foram alterados na adaptação. Dentre eles, só senti falta do que envolve o relacionamento da mãe de Bridget com Julio. Embora ele esteja presente no filme, se desenvolve de uma forma diferente e preferi à do livro, principalmente por ela remeter a outra situação de Orgulho e Preconceito. Isso não fez do filme ruim ou mal adaptado, apenas gostaria de ter visto essa parte específica por ela ter me agradado no livro.
Os atores escolhidos para interpretar os personagens foram simplesmente perfeitos. Renée é Bridget, assim como Colin Firth e Hugh Grant são Mark e Daniel. Quando fiz a leitura, foi impossível não imaginar os personagens de outra maneira e sei que fui influenciada por primeiro ter visto o filme; porém, mesmo se eu não soubesse quem os interpreta, teria aprovado a escolha do elenco. Cada um deles consegue transmitir a essência de seus personagens e é isso que faz deles perfeitos para seus respectivos papeis. Também, vale lembrar que Colin Firth foi quem interpretou Mr. Darcy na adaptação da BBC de Orgulho e Preconceito.
O Diário de Bridget Jones consegue ser fiel ao livro ao mesmo tempo em que é diferente. O cerne da obra de Helen Fielding está lá, bem como muitas das situações criadas por ela, mesmo que não integralmente. Acredito que as modificações feitas foram felizes, tanto por permitirem que o filme não ficasse muito longo quanto, também, por possibilitarem um maior destaque para Mark Darcy – pelo menos foi a sensação que tive. Ambos me agradaram e recomendo tanto o livro quanto o filme aos que procuram por um bom entretenimento.
Fez resenha para sua leitura do mês? Então já sabe, né? Deixe o link aqui embaixo

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